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Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A produção industrial recuou 1,8% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda queda do indicador, que já havia caído 0,9% de abril para maio.

“A perda acumulada de 2,7% registrada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eliminou parte do ganho de 4,4% verificados nos quatro primeiros meses de 2026”, destaca o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Macedo.

Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,5%. Na comparação com junho do ano passado, no entanto, a indústria apresentou crescimento de 1,7%. Com o resultado de junho, a produção industrial acumula altas de 1,5% neste ano e de 0,7% em 12 meses.

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo instituto. Na passagem de maio para junho deste ano, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram queda na produção, com destaque para a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,9%).

Também apresentaram resultados negativos relevantes os segmentos de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).

Das nove atividades industriais com alta na produção, destacam-se celulose, papel e produtos de papel (5,4%), impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%).

As quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram queda, com destaque para os bens de consumo semi e não duráveis, com recuo de 4,1% no período. Bens de consumo duráveis caíram 3,2%.

As outras categorias apresentaram as quedas de 1,1%: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo; e bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo.

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Mercado formal cria 921,6 mil empregos no primeiro semestre de 2026 Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O mercado formal de trabalho registrou, em junho, saldo de 145.161 postos de trabalho, acumulando, no primeiro semestre do ano, 921.645 novos empregos, o que representa crescimento de 1,96%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (julho de 2025 a junho de 2026), a ampliação do emprego chega a 963.921 novos postos de trabalho, crescimento de 2,1% no período. Com isso, o estoque de empregos no país alcançou 48.032.308 vínculos trabalhistas.

Os dados do Novo Caged, divulgados na quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o saldo foi positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês, com destaque para o setor de Serviços, que gerou 74.514 vagas, crescimento de 0,3%. Entre as atividades do setor, destacaram-se as atividades administrativas e os serviços complementares, responsáveis pela criação de 26.634 empregos no mês.

A Agropecuária também registrou saldo positivo, com aumento de 22.898 postos formais de trabalho (+1,2%), assim como o Comércio, que apresentou saldo de 19.177 postos (+0,2%), a Indústria, com saldo de 14.438 postos formais (+0,2%), e a Construção, com saldo de 14.136 empregos (+0,5%).

O emprego apresentou saldo positivo em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). Os únicos estados que registraram redução foram Espírito Santo (-2.259), em razão da desmobilização das atividades ligadas ao café, e Tocantins (-115).

Dos postos de trabalho gerados, 77,3% podem ser considerados típicos e 22,7% não típicos, compostos majoritariamente por trabalhadores temporários (+12.658) e pessoas físicas inscritas no Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF) (+9.435).

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Contas do governo Lula caminham para registrar maior rombo em mais de 20 anos Foto: Cristiano Mariz/Agência o Globo

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode terminar com o maior déficit nominal das contas públicas em mais de duas décadas, segundo cálculos de economistas ouvidos pelo jornal O Globo. O indicador, que considera a diferença entre receitas e despesas do governo incluindo o pagamento de juros da dívida pública, deve alcançar 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim dos quatro anos de mandato.

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), o déficit nominal acumulado em 12 meses até junho chegou a 9,99% do PIB. O resultado, segundo análise do economista-chefe da Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero, supera os níveis registrados durante o governo Jair Bolsonaro e também os do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os números também mostram avanço da dívida bruta do setor público. Em maio, ela correspondia a R$ 10,6 trilhões, ou 81,1% do PIB. Em junho, subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. A projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI) é de que a dívida encerre o ano em 82,5% do PIB.

Na avaliação de Montero, o principal problema não é o tamanho da dívida, mas o ritmo de crescimento das despesas públicas.

“O problema está mais no fluxo do que no estoque. É querer encaixar um gasto de 110% num PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza”, afirmou ao O Globo.

Segundo o economista, os gastos públicos cresceram 12,3% acima da inflação no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O diretor-presidente da IFI, Marcus Pestana, também atribui a deterioração fiscal à combinação entre baixo crescimento econômico, juros elevados e sucessivos déficits primários. Pelas projeções da instituição, a dívida pública poderá atingir 100% do PIB em 2032 e chegar a 115% em 2036 caso não haja mudanças na trajetória fiscal.

Já o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, avalia que um déficit próximo de 10% do PIB é elevado até para os padrões históricos brasileiros. Ele ressalta, porém, que houve antecipação de pagamentos de precatórios neste ano, fator que contribuiu para inflar temporariamente o indicador.

Mesmo assim, Salto projeta que o déficit nominal deve fechar 2026 em torno de 9% do PIB, refletindo principalmente o elevado custo dos juros e a percepção de risco fiscal pelo mercado.

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Déficit do setor público sobe para R$ 55,3 bilhões em junho Foto: Divulgação

O setor público consolidado – União, estados, municípios e empresas estatais – teve déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, segundo o relatório Estatísticas Fiscais, divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

Em junho do ano anterior (2025), o déficit estava em R$ 47,1 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o déficit do setor público consolidado chegou a R$ 157,2 bilhões, o que equivale a 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). O resultado foi 0,06 p.p. (ponto percentual) acima do déficit acumulado registrado em maio.

Os gastos do setor público consolidado com juros nominais ficaram em R$ 110,7 bilhões em junho, ante R$ 61,0 bilhões registrados em junho de 2025.

“Contribuiu para o crescimento a evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026)”, detalhou o BC.

De acordo com a autoridade monetária, considerando o acumulado em 12 meses (até junho de 2026), os juros nominais alcançaram R$ 1,16 trilhões (8,80% do PIB). No mesmo período de 2025, o acumulado estava em R$ 912,3 bilhões (7,41% do PIB).

O BC lembra que o resultado nominal do setor público consolidado (resultado primário e juros nominais apropriados) foi deficitário em R$ 166 bilhões no mês de junho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal ficou em R$ 1,31 trilhões (9,99% do PIB) – resultado 0,38 p.p. acima do obtido no mês anterior.

Governo Central, governos regionais e empresas estatais apresentaram, respectivamente, déficits de R$ 47,2 bilhões, R$ 6,6 bilhões e R$ 1,5 bilhão, segundo o relatório.

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Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre deste ano, registrando o menor nível de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30), mostram uma trajetória consistente de queda no mercado de trabalho nacional, superando os 6,1% registrados no primeiro trimestre deste ano e os 5,8% apurados no mesmo período de 2025.

O recuo no desemprego é impulsionado pelo aumento direto na criação de postos de trabalho. Entre abril e junho, o país alcançou a marca de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, o que representa um acréscimo de 1,081 milhão de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Na outra ponta, o contingente de desocupados caiu para 5,9 milhões de pessoas — um encolhimento de 10%, o equivalente a 718 mil pessoas a menos na fila por uma vaga de trabalho.

O avanço da ocupação no período foi puxado principalmente por dois setores da economia. O segmento de transporte, armazenagem e correio registrou alta de 3,9%, incorporando mais 235 mil pessoas ao mercado. Já o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais cresceu 2,6%, o que representou o maior volume absoluto de novos postos, com 489 mil contratações a mais.

No retrato da qualidade do emprego, a Pnad Contínua apontou que o país fechou o trimestre com 39,4 milhões de trabalhadores contratados com carteira assinada no setor privado, enquanto 13,6 milhões atuavam sem registro formal. Com isso, a taxa de informalidade — que mede a proporção de trabalhadores informais no total da população ocupada — fixou-se em 37,4% no período.

Em relação aos ganhos da população, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738 no segundo trimestre. O valor é o maior já registrado para o período de abril a junho em toda a série histórica, embora tenha apresentado uma leve retração frente aos R$ 3.765 observados nos três primeiros meses do ano.

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Subsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministro Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mesmo com a cotação do petróleo voltando a se aproximar do patamar de US$ 100 por barril, a equipe econômica do governo decidiu que não vai reestabelecer, neste momento, a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. O benefício adicional havia sido suspenso no início de julho. A confirmação foi dada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, na sexta-feira (24), durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Na avaliação do governo, o recente encarecimento da comobidite no mercado internacional ainda não se refletiu com força suficiente nos preços cobrados ao consumidor final para justificar o retorno da medida. Moretti explicou que a estratégia envolve monitorar constantemente o preço na ponta da cadeia antes de tomar novas decisões fiscais. Segundo ele, o cenário atual pede cautela: o governo optou por segurar o ritmo de retirada gradual dos auxílios já existentes, mantendo o subsídio principal de R$ 1,12 ao diesel, mas sem dar passos atrás para reativar o montante extra de R$ 0,35.

Outro fator determinante para a decisão é o forte impacto das subvenções sobre as contas públicas. O ministro destacou que o custo fiscal acumulado com os programas de apoio aos combustíveis já é considerável.

Apesar de vetar o retorno do benefício complementar ao diesel, o Executivo optou por renovar o pacote de socorro vigente para evitar repasses bruscos à população. Seguem em aplicação o subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel e a ajuda de R$ 0,44 por litro de gasolina, que teve sua vigência estendida por mais um mês. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, a manutenção da medida para a gasolina custa cerca de R$ 1,3 bilhão mensais aos cofres públicos, enquanto o apoio ao diesel consome aproximadamente R$ 5,5 bilhões a cada mês.

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CNPJ é exigência para donos de imóveis alugados a partir de 2027

Proprietários que vivem de aluguel precisarão ter CNPJ para emitir nota fiscal a partir de 1º de janeiro de 2027. A exigência do novo sistema da Reforma Tributária (Lei Complementar nº 214/2025) passa a taxar certas locações por pessoas físicas via Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida altera as regras do mercado imobiliário na Bahia e exige atenção dos locadores para evitar pendências com o Fisco.

A mudança representa uma das maiores adaptações do mercado imobiliário para o novo sistema tributário. No entanto, a obrigatoriedade não será geral. Segundo esclarece a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), apenas os proprietários que ultrapassarem os limites de faturamento definidos em lei precisarão se cadastrar.

O novo CNPJ terá finalidade exclusivamente operacional e não altera a condição do locador como pessoa física perante o Imposto de Renda.

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IBGE prevê safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026 Foto: Divulgação/Seagri

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano é de 347,4 milhões de toneladas.

O volume é 0,4% maior do que a do a colheita ano passado, o que representa mais de 1,3 milhão de toneladas a mais do que a de 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14).

Segundo o IBGE, a área a ser colhida é de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente a 2025, um crescimento de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 60.985 hectares (-0,1%).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 136,5 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 106,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas; a do trigo, em 6,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço), em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,6 milhões de toneladas.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição, de acordo com o estudo: Centro-Oeste, 172,4 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 92,4 milhões de toneladas (26,5%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas (6,4%).

Na produção pelas unidades da federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,3% do total.

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Pesquisa de analista aponta associação entre dificuldades financeiras e adoecimento mental Foto: Divulgação

Empresária, estrategista de negócios, escritora e analista comportamental, Lilian Tostas tem percorrido o país com uma palestra sobre a relação entre dificuldades financeiras e adoecimento mental.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Tostas destacou que a saúde mental, tão importante para a qualidade de vida, é afetada por diversos fatores, principalmente oriundos do trabalho. Ela explicou que uma dificuldade financeira não fica restrita à conta bancária, refletindo negativamente no sono, nas relações familiares, na capacidade de concentração e na própria relação com o trabalho.

Segundo a analista, quando percebemos que uma instabilidade financeira pode refletir na vida familiar, ficamos constantemente em estado de alerta. “Isso, naturalmente, cria um ciclo muito perigoso porque, quando mais insegura essa pessoa se sente, mais ela trabalha; quanto mais trabalha, mais se esgota. Existe um custo invisível dessa alta performance”, ressaltou.

Tostas disse ainda que, muita gente que parece bem-sucedida por fora, paga um preço enorme com a saúde, entre os quais o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Trata-se de um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

Hoje, o Burnout é considerado uma doença do trabalho e o número de pessoas com a síndrome é cada vez maior em função de um ambiente opressor no trabalho. Segundo Lilian, atualmente, 7 em cada 10 profissionais estão insatisfeitos com o trabalho e essa insatisfação aponta para graus distintos de pessoa para pessoa. A longo e médio prazo, esse sentimento gera uma série de consequências com reflexos negativos na saúde.

O estresse financeiro e profissional também provoca reflexos nas relações familiares. Os afetados se tornam menos disponíveis emocionalmente, irritados, cansados e com menor capacidade de escuta.  

Uma pesquisa realizada pela analista revelou que as mulheres apresentam 70% a mais de chance de desenvolver Burnout se comparadas aos homens. Tostas explicou que essa diferenciação se deve, muitas vezes, a pressão no ambiente laboral associada a execução de uma segunda jornada de trabalho em casa. Especialmente quando ocupam espaços de lideranças, a pressão sobre as mulheres no trabalho é ainda maior.

A pesquisadora apontou que a solução para um trabalho que adoece não passa, na maior parte das vezes, por largar tudo, mas por construir alternativas saudáveis antes que o desespero tome a decisão.

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Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A nova alta dos preços do petróleo desta quinta-feira (9) motivou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar o fim da subvenção esta semana, mas teve que voltar atrás após Estados Unidos e Irã voltarem a se atacar militarmente, nesta quarta-feira (8) – o que provocou a imediata escalada do preço do barril de petróleo.

De acordo com Durigan, o cenário de “incerteza” não afeta os planos federais de aumentar as misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. Aprovada em 2024, a chamada Lei do Combustível do Futuro (14.993) estabelece que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve chegar a 20% em 1º de março 2030.

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Governo lança programa para renegociações de dívidas com descontos de até 70% Foto: Divulgação

O governo federal lançou, na sexta-feira (03), o Desenrola MEI, programa voltado para a renegociação de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) inscritos na Dívida Ativa da União. A iniciativa atende empreendedores com débitos de até R$ 20 mil. Segundo dados oficiais, cerca de 3,5 milhões de profissionais estão inadimplentes, somando um passivo de R$ 12,4 bilhões, com valor médio de R$ 4 mil por CNPJ.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que a medida não gerará impacto fiscal negativo, pois os valores são considerados de difícil recuperação. A expectativa do governo é reaver cerca de R$ 1,2 bilhão com as renegociações. O Ministério do Empreendedorismo destacou que a inadimplência prejudica o desenvolvimento dos negócios e estimula a informalidade.

Além da regularização fiscal, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar para reajustar o teto de faturamento anual da categoria, congelado desde 2018. A proposta prevê elevar o limite atual de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027, alcançando R$ 140 mil em 2028. O texto também autoriza o MEI a contratar até dois empregados, alterando o limite atual que permite apenas um funcionário.

O pacote inclui, ainda, a ampliação do programa Contrata+Brasil, plataforma que conecta órgãos públicos a microempreendedores para prestação de serviços. O total de atividades econômicas (CNAEs) aptas a participar do sistema subirá de 107 para 141, incluindo novos segmentos como alimentação, fotografia, produção cultural, estética e organização de eventos.

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Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro se mantém em 5,33% para este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC).

A estabilização do índice, que é referência oficial da inflação no país, ocorre após 15 meses de altas consecutivas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A projeção da inflação para 2027 permanece em uma trajetória de aumento, passando de 4,15% para 4,17% em relação à semana anterior. Já as estimativas para 2028 e 2029 se mantém estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

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Desenrola lança modalidades de crédito para estimular bons pagadores Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) modalidades de crédito dentro do programa Desenrola voltadas a três públicos: trabalhadores informais adimplentes, trabalhadores com carteira assinada e estudantes que mantêm os pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em dia. As informações são da Agência Brasil.

O Desenrola Adimplentes é voltado a trabalhadores informais que mantêm suas obrigações financeiras em dia. Já o Fies Empreendedor prevê nova linha de crédito para egressos adimplentes do financiamento estudantil. Enquanto isso, uma terceira modalidade oferece a possibilidade de uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia em operações de crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada.

Apresentadas por medida provisória, as iniciativas têm como objetivo prevenir a inadimplência, ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis e estimular o empreendedorismo.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, destaca que inicialmente o Desenrola estava voltado à renegociação de dívidas de inadimplentes, mas que com as medidas anunciadas nesta segunda-feira passa a beneficiar também os adimplentes.

“Quando a gente está falando de um país que tem uma economia forte, uma economia organizada e que trouxe para o debate econômico do país a justiça social e a justiça tributária, nós temos que fazer com que os efeitos de uma economia forte cheguem às pessoas que mais precisam”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro, a orientação do programa continua sendo estimular o pagamento das obrigações financeiras.

“O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento em dia das contas. Os depoimentos que a gente ouviu mostram isso: as pessoas querem pagar, mas não estavam conseguindo. Voltaram agora, com essa ajuda do governo, a poder pagar em dia”, acrescentou.

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Brasil avalia que tarifaço dos EUA foi politizado mirando eleições Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em meio às tratativas sobre as taxas impostas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil, os negociadores brasileiros têm atuado levando em conta que as medidas foram politizadas em um contexto eleitoral no qual a Casa Branca tem interesse nos resultados do pleito presidencial de outubro de 2026, aqui no Brasil.

Ambos os governos seguem negociando um possível acordo comercial. O Brasil busca convencer os EUA de que um acordo seria mais vantajoso para os países do que as tarifas extras de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

O tarifaço foi uma recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Na última quarta-feira (24) o perfil do Itamaraty no X publicou a posição do governo brasileiro em relação ao tarifaço estadunidense, afirmando que a medida “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”. Na publicação, o Ministério das Relações Exteriores informou ainda que o Brasil segue atuando por meio dos canais oficiais de interlocução entre os governos para demonstrar que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos.

Após participar de evento sobre Mercosul-União Europeia na sexta-feira (26), em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pré-candidato à Presidência da República, em negociar a questão das tarifas com os EUA. “Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando remediar o que foi feito”, disse.

O prazo para definir a aplicação, ou não, das tarifas, é o dia 15 de julho. O governo brasileiro tem uma agenda de reuniões até lá com os representantes da Casa Branca e acredita que é possível, apesar de difícil, conseguir um acordo com os estadunidenses. As informações são da Agência Brasil.

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Dívida Pública sobe 2,66% em maio e supera R$ 9 trilhões Foto: José Cruz/Agência Brasil

A emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em maio e superar a barreira dos R$ 9 trilhões. Segundo números divulgados na sexta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilhões em abril para R$ 9,033 trilhões no mês passado, alta de 2,66%.

Em agosto do ano passado, o indicador havia superado a barreira de R$ 8 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está dentro do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 2,72%, passando de R$ 8,462 trilhões em abril para R$ 8,692 trilhões em maio. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 135,61 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 94,17 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 166,23 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram em março, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em maio.

Os resgates em maio somaram R$ 30,62 bilhões, baixo para os padrões do Tesouro Nacional. Isso porque tradicionalmente o segundo mês de cada trimestre concentra pouco vencimento de títulos.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,28%, passando de R$ 335,88 bilhões em abril para R$ 340,49 bilhões em maio. O principal fator foi a alta de 1,37% do dólar no mês passado.

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Gastos de turistas estrangeiros no Brasil soma R$ 25 bilhões em cinco meses Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os gastos de turistas internacionais no Brasil bateram recorde histórico entre janeiro e maio deste ano, atingindo R$ 25 bilhões. De acordo com o Ministério do Turismo, o valor é 11% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando os gastos somaram R$ 22,6 bilhões.

Também no mês de maio, os gastos foram recordes, da ordem de R$ 4,08 bilhões, mostrando aumento de 19% sobre o valor registrado no mesmo mês de 2025 (R$ 3,42 bilhões). Os dados foram analisados pelo ministério e divulgados pelo Banco Central.

Houve ainda aumento no fluxo de turistas estrangeiros para o país. Em maio, foi registrada a entrada de 486.262 visitantes internacionais, melhor desempenho da série histórica para o mês, com alta de 5,4% em relação a maio do ano passado (461.341 turistas).

No acumulado janeiro-maio deste ano, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período de 2025. As informações são da Agência Brasil.

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Bandeira tarifária das contas de luz segue amarela em julho Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A bandeira tarifária permanecerá amarela em julho, informou na sexta-feira (26) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado", explicou a agência.

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Arrecadação federal bate recorde de R$ 266,8 bilhões em maio Foto: Divulgação

A arrecadação federal atingiu R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, o maior resultado para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. As informações são da Agência Brasil.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas ligadas ao petróleo, pela atividade econômica e por mudanças na tributação adotadas nos últimos anos.

O valor representa alta real (acima da inflação) de 10,69% em relação a maio de 2025, já descontada a inflação. No acumulado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também recorde para o período.

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Governo usou lucros com exportação para conter preço dos combustíveis Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse, nesta sexta-feira (26), que o Brasil pôde usar receitas extraordinários obtidas com a alta na cotação do petróleo no mercado internacional para amenizar os efeitos da guerra nos postos de combustíveis.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, Moretti afirmou que o uso dessas receitas permitiu financiar políticas que reduziram o peso da crise energética global no país, a ponto de, na comparação internacional, o Brasil ter sido um dos países menos impactados pela crise que decorreu dos conflitos entre EUA e Irã.

“Usamos essa receita extraordinária para custear uma série de ações que mitigaram o impacto da guerra para a nossa população. Quando olhamos em perspectiva internacional, hoje o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos desse cenário”, declarou.

“É nesse sentido que a nossa estratégia foi bem-sucedida, e a população brasileira, de fato, teve uma redução dos efeitos dessa guerra, que não é dela, que não foi feita por ela. Portanto, não seria justo que ela pagasse por isso”, acrescentou.

Moretti disse que a estratégia foi “um sucesso”, uma vez que conseguiu repassar esses lucros extras à população.

“A verdade é que o Brasil é um exportador líquido de petróleo, e a receita, quando o petróleo sobe, também sobe. Não seria justo o Estado brasileiro, sendo sócio, ainda que indireto, dessa dinâmica, ficar mais rico enquanto a população fica mais pobre”, afirmou.

O ministro destacou que, em termos de reajustes percentuais de preços, o impacto no Brasil foi “muito mais baixo do que a média dos demais países”.

Segundo ele, após um aumento inicial no início da guerra, os preços passaram a recuar, movimento atribuído às medidas adotadas pelo governo e à dinâmica do mercado.

“A partir de determinado momento, o que os dados mostram é que houve uma redução dos preços dos combustíveis: houve um aumento inicial e, depois, os preços começaram a cair, como observamos hoje”, disse. As informações são da Agência Brasil.

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Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período Foto: Reprodução/Agência Brasil/TV Brasil

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas). As informações são da Agência Brasil.

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Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio. As informações são da Agência Brasil.

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Festas juninas devem movimentar R$ 7 bilhões no país em 2026 Foto: Reprodução

As festas de Santo Antônio, São João e São Pedro devem movimentar mais de R$ 7 bilhões neste mês. Elas impulsionam não apenas os eventos tradicionais, mas uma ampla cadeia econômica, que envolve agricultura, indústria, transporte, supermercados, turismo, hotelaria, restaurantes e serviços.

A festividade tem peso maior em determinadas regiões. No Nordeste, por exemplo, o período junino chega a superar economicamente outras datas comemorativas em algumas cidades, devido ao volume de consumo, geração de empregos e atração de turistas.

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Exportações baianas têm queda de 6,1% em maio Foto: Foto: Jean Vagner/SEI

As exportações baianas atingiram US$ 815,7 milhões no mês de maio, registando o menor valor para as vendas externas do ano. O resultado foi condicionado pelo reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios também mais fracos (-0,29%), quando comparados com o mesmo mês do ano passado. Em contrapartida, as importações deram um salto expressivo de 65,9%, alcançando US$ 1,09 bilhão, puxadas fortemente pelo aumento nas compras de bens de consumo, com destaque para a forte participação de veículos elétricos chineses, num movimento de antecipação de importações face à normalização dos incentivos fiscais prevista para julho. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan) com base nos registos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A redução do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxada pelo refino, que só em maio reduziu a quantidade exportada em 83,1%. Esta quebra foi reflexo de paradas para manutenção e da taxação das exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo em março para proteger o mercado interno diante da crise global do produto após a guerra no Irã, num momento de crescente procura de combustível fóssil no país. Também se verificou uma redução, em menor magnitude, nos embarques de derivados de cacau (-14,9%), produtos químicos (-8,4%) e celulose (-6,5%). Na indústria extrativa houve recuo devido à quebra nas vendas de minério de cobre e níquel, apesar do aumento das exportações de ouro, que continua com preços em alta impulsionado por tensões geopolíticas.

Por outro lado, o setor da agropecuária registou um aumento de 26,9% no valor dos embarques face ao mesmo mês do ano passado, fortemente impulsionado pelas vendas de soja. No recorte por países, as exportações para a China, principal destino dos produtos baianos, cresceram 22,1% em maio. Já para os Estados Unidos, as vendas caíram 27,8%, sendo o país superado pelo Canadá e Países Baixos. A participação norte-americana nas exportações baianas seguiu em baixa, caindo de 8% no acumulado até maio de 2025 para 6,3% em igual período deste ano, com tendência de queda acrescida devido à nova tarifa de 25% proposta pelo USTR baseada na Seção 301, que entrou em consulta pública e poderá atingir até cerca de 21% do que a Bahia exporta para os americanos.

No balanço das importações, além do crescimento nos bens de consumo, registou-se ainda um avanço expressivo de 116,3% nos bens de capital (máquinas e equipamentos) e de 20% em bens intermediários (como fertilizantes, trigo e químicos), contrapondo o recuo de 23% nas compras de combustíveis. No panorama regional global, as vendas totais para a Ásia caíram 6,8% no mês passado e para a América do Sul recuaram 45%, enquanto os fluxos para a União Europeia cresceram 3,4% e para a América do Norte subiram 0,5%.

Nos primeiros cinco meses do ano, o estado acumulou um superávit comercial de US$ 29,4 milhões. Este saldo positivo é o resultado de exportações consolidadas de US$ 4,68 bilhões (+0,8%) e de importações de US$ 4,65 bilhões (+21,1%) face ao mesmo período de 2025. A corrente de comércio global da Bahia, que representa a soma das exportações e importações, alcançou a marca de US$ 9,32 bilhões até maio, consolidando uma alta de 10%.

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Gigante chinesa anuncia fábrica na Bahia com investimento de R$ 100 milhões Foto: Divulgação

A chinesa Windey Energy anunciou um investimento de R$ 100 milhões para instalar sua primeira fábrica brasileira de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

A expectativa da companhia é iniciar as operações da unidade no primeiro semestre de 2027. A fábrica terá capacidade para produzir até 1,5 GWh por ano e será voltada para atender à crescente demanda do setor elétrico nacional.

A escolha da Bahia reforça o avanço do estado no mercado de energias renováveis e tecnologias voltadas à transição energética. Segundo a empresa, cerca de R$ 30 milhões serão aplicados já na fase inicial de implantação da fábrica.

O anúncio ocorre em meio à preparação do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia do Brasil, que vem sendo estruturado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A chegada da fabricante chinesa também fortalece a cadeia produtiva nacional, ampliando a oferta de equipamentos produzidos no país.

Antes de confirmar a unidade industrial em Camaçari, a Windey já havia inaugurado um escritório nacional e um centro de pesquisa e desenvolvimento em Salvador, em parceria com o Senai Cimatec.

Além dos projetos ligados ao armazenamento de energia, a empresa pretende atender demandas dos setores de geração solar e eólica, transmissão de energia e grandes consumidores industriais que buscam ampliar sua autonomia energética.

Com a nova fábrica, a companhia também planeja transformar o Brasil em uma base para atender mercados da América Latina.

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Fábrica de R$ 30 milhões chega à Bahia com geração de 300 empregos Foto: Reprodução/Correio 24h

Feira de Santana está prestes a ganhar uma moderna fábrica de carne de charque com capacidade para exportação. A unidade da Metropolitana será instalada às margens da BR-324, no Centro Industrial do Subaé (CIS), e deve entrar em operação a partir de 15 de julho.

A implantação da empresa no município representa um investimento de cerca de R$ 30 milhões e deve gerar aproximadamente 300 empregos diretos.

Segundo os dirigentes da companhia, a Metropolitana possui capacidade produtiva e registro que autorizam a comercialização de seus produtos para outros estados e até para o mercado internacional.

Somente na linha de produção de charque, a fábrica deverá produzir cerca de 90 mil quilos por dia. Além disso, a empresa também fabricará linguiça calabresa, carne para hambúrguer e produtos salgados de origem suína, entre outros derivados.

Enquanto os operários avançam na montagem dos equipamentos, alguns deles produzidos sob medida nas próprias instalações, a empresa aguarda a liberação do fornecimento de energia elétrica pela Coelba para atender à demanda do empreendimento. As informações são do Correio 24h.

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